Mais diversão para adultos?
Por Matheus Caselato
Não, eu não sou tarado e não, eu não falarei do cinema pornô de novo. Mais chega perto. Começou nessa quinta-feira dia 9 de novembro o 14° Festival Mix Brasil de cinema e vídeo da diversidade sexual. E por mais que o nome seja sugestivo não se trata de um festival de orgias e gente loca. Bem... gente loca talvez,mais orgia não.
O festival é uma mostra de documentários, curtas e longas metragem que tem como tema principal a sexualidade e funciona como uma mostra de cinema comum. Esse ano contará com um júri internacional.
O tema do festival é "o cinema com uma visão diferente" o que traduz perfeitamente a idéia do festival que é mostrar uma outra visão de temas já abordados pelo cinema comum.
São mostrados filmes com foco principal em prostitutas, gigolôs, filhos adolescentes que se assumem entre outros.
Por se tratar de um tema não muito convencional o publico também não é muito convencional. O publico é formado por gays, lésbicas, bissexuais, transsexuais, transformistas, jornalistas, engenheiros, médicos, inde-cisos e simpatizante, ou seja, todo mundo vai ao festival.
O festival que começou dia 9 vai até o próximo dia 19 acontece no espaço Unibanco. Dia 21 o festival vai para o Rio de Janeiro onde fica até o dia 3 de dezembro e ainda passa por Niterói e Brasília.
Caso estejam curiosos e queiram saber mais
Uma Verdade Inconveniente
O documentário Uma Verdade Inconveniente (An Inconvenient Truth), terceira maior bilheteria de um filme do gênero nos Estados Unidos, atrás de Fahrenheit 11/9 e Marcha dos Pingüins, estreou no Brasil na última quinta-feira (02/11), em circuito restrito.
É uma pena, pois o longa, que é favorito para o prêmio de melhor documentário na próxima edição do Oscar e acaba de ganhar o prêmio do público da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, nesta mesma categoria, é sem dúvida obrigatório.
Obrigatório pela clareza e objetividade com que disseca um assunto tão importante e urgente, como o aquecimento global.
O longa deixa claro que o aquecimento global é uma verdade de acordo com a comunidade científica mundial. Não há divergência entre os cientistas: o aumento exponencial da quantidade de dióxido de carbono na atmosfera está diretamente ligado ao aumento das temperaturas em todo o globo (os 10 anos mais quentes da história do nosso planeta aconteceram nos últimos 14 anos, sendo que o mais quente de todos os anos foi 2005).
Assista a esse filme!
Para entender um pouco melhor tudo isso, vamos voltar um pouco no tempo. Em 1997, o ex-presidente Bill Clinton assinou, pelo lado americano, o protocolo de Kyoto o qual estabelecia que os países industrializados deveriam reduzir as suas emissões de gases causadores do efeito estufa em 5,2% em relação aos níveis de 1990 até 2012. O protocolo entrou em vigor apenas 8 anos depois sem a participação dos Estados Unidos, então governado por George W. Bush e responsável por 25% do total de gás carbônico emitido.
Bush, para quem não se lembra, não ganhou a eleição presidencial de 2000, pelo voto popular. O vencedor pelo voto popular foi o então vice de Clinton, Al Gore que ganhou, mas não levou, devido a uma decisão controversa da Suprema Corte americana, a favor de Bush, por causa de uma confusão na contagem dos votos na Flórida.
Gore, aceitou a decisão da Suprema Corte e decidiu então retomar um projeto iniciado no final da década de 70, viajar pelo mundo dando palestras sobre as causas e conseqüências do aquecimento global. Uma Verdade Inconveniente, do diretor Davis Guggenheim, é o registro cinematográfico dessas palestras ao redor do planeta.
O material reunido por Gore é repleto de imagens reais espetaculares e estarrecedoras, além de dados factuais surpreendentes e assustadores (até então desconhecidos do grande público).
A necessidade do homem de se adaptar ao meio ambiente, como forma de garantir a preservação da espécie, bem como a revisão imediata do modelo capitalista que destroí para construir e a manipulação da mídia, são assuntos abordados no longa. É ao tratar desses temas como uma questão moral e não política que o filme se destaca e surpreende.
"Peça às pessoas que você conhece para assistirem a este filme", é com esse pedido que Gore encerra o longa. Assim sendo reitero aqui o pedido, que pode ser entendido como um conselho: assista a esse filme.
A arte de consumir
por Pedro Mattoso
Coca-cola, Visa, Nike, Ford, Motorola, Bradesco, Levis, Epson, Sony, Microsoft, Mc Donald’s. Você já viu esse filme antes? Aposto que sim, mas não percebeu.
A invasão de propagandas nas telas do cinema surgiu aproximadamente na década 30. Considerada atualmente essencial para a Indústria Cinematográfica, o chamado Merchandising, técnica de anunciar produtos na telona, é usada por diretores cinematográficos para diminuírem suas receitas e aumentarem seus lucros.
Mas os mais beneficiados com esses anúncios não são os diretores e produtores, muito menos o público que recebe filmes de melhor qualidade, por causa da verba que as produtoras lucram com seus anunciantes. O grupo mais beneficiado com isso tudo são os empresários, donos de corporações, grandes empresas que encontraram no cinema o meio mais fácil de difundir suas idéias, seus padrões e seus estilos impostos para sociedade.
O cinema mudo já mostrava seu poder de sedução ao público, depois com a invenção das cores e das falas se tornou a fonte mais procurada de entretenimento em todo o mundo. Dessa forma, Hollywood passou a estabelecer padrões de comportamento e ditar o que era importante ou não na vida das pessoas. Nesse momento os produtores logo perceberam o poder que o cinema tinha para modificar hábitos.
Entrou em ação então a utilização de merchandising nos filmes transformando assim os telespectadores em consumidores. A base do consumo, do desejo e da cobiça, que sustentam o capitalismo, foi transportada para as telas influenciando assim, seus consumidores. A filosofia da futilidade, elaborada por especialistas, visando sempre o consumo exagerado e a alienação total do público entrou em prática junto com o merchandising.
De fato, a sustentação do capitalismo e seu fortalecimento como modelo econômico, deve-se muito a indústria cultural, ao cinema e principalmente a Hollywood. Mas o cinema também deve muito as empresas que apostaram e investiram nele com esperança de obterem lucros. Graças a esse investimento ele evoluiu e se desenvolveu de forma rápida até chegar ao atual estágio.
No Ângulo!!!
Esse sim é um filme para qualquer garoto que ama futebol, ou seja, todos. Afinal que garoto não sonha em ser jogador de futebol? Poucos. Eu diria muito poucos. E é essa a história do filme Goal. Um longa baseado na história de um menino mexicano pobre, que fugiu de seu país de origem pra tentar a sorte nos EUA.
Após essa fuga a trama começa a se desenvolver rapidamente. Em um time de estrangeiros de Los Angeles, Santiago Munes (Kuno Becker) é visto por um olheiro que o indica para fazer um teste no Newcastle United, porém Santi necessita de dinheiro para poder pagar sua passagem e como se não bastasse ele ainda sofre com a falta de apoio de seu pai, que considera a vida de jogador algo sem futuro. Mesmo assim Munez não desiste e segue atrás de seu sonho e luta por ele.
Com o dinheiro garantido ele parte para a Inglaterra, onde tentará a sorte nesta nova vida. Chegando lá ele telefona para seu olheiro Glen Foy (Sthepen Dillane) pedindo um abrigo e instruções. Assim sendo ele logo é levado ao clube onde realizará seus testes, contudo percebe que não será nada fácil ser aprovado. Santi então começa a passar por diversos desafios, tanto no campo como fora dele.
Esse filme é considerado o melhor do gênero por retratar com grande fidelidade o início da carreira de um jogador de futebol. Ele foi produzido por Matt Barrelle e Mike Jefferies.
Vidas Secas
Por Livia Wachowiak
"Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. (...)
-Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta.
Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo falar só. E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. Vermelho, queimado, tinha os olhos azuis, a barba e os cabelos ruivos; mas como vivia em terra alheia, cuidava de animais alheios, descobria-se, encolhia-se na presença dos brancos e julgava-se cabra.
Olhou em torno, com receio que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando:
-Você é um bicho, Fabiano.
Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades.
Chegara naquela situação medonha – e estava ali, forte, até gordo, fumando o seu cigarro de palha.
-Um bicho, Fabiano."
Vidas Secas, Capítulo II
Em 1963, Nelson Pereira dos Santos (especialista em adaptar obras literárias para o cinema) dirigiu uma das mais belas estórias sobre o micro e macro universo do ser humano, Vidas Secas. Baseado no livro do alagoano Graciliano Ramos, lançado em 1938, Vidas Secas traz o retrato psicológico e ao mesmo tempo social dos retirantes brasileiros.
Fabiano, Sinhá Vitória (sua mulher), seus dois filhos: o menino mais velho e o menino mais novo; e sua cadela anoréxica, Baleia, são personagens que trabalham para grandes fazendeiros no interior do nordeste.
Note que os dois filhos de Fabiano não possuem nomes próprios. E a cadela, desnutrida, chama-se, ironicamente, Baleia. Graciliano, em pequenos detalhes como esses, dá vida aos personagens: são humanos que confundem-se com animais, mas que desejam se impor como pessoas. E como animais, não possuem nome próprio – são mais alguns num país de tremenda desigualdade social.
O texto utilizado de forma objetiva, demonstra a dificuldade de comunicação entre os integrantes da família. É uma metáfora sobre a vida dessas pessoas: vidas que são secas, rudes.
É de extrema riqueza observar ao ler o livro, o "raciocínio" traçado por Baleia. Tão faminta quanto seus donos, ela se iguala muitas vezes ao mesmo nível de pensamento de seus donos: pensamentos curtos, segmentados, mais principalmente, angustiados.
O filme, fiel a obra, deixa claro como é a estima desses sobreviventes, que nasceram num meio tão pouco conveniente a eles, tão duro. São acostumados (obrigados) a trabalhar (quase de forma escrava) para os grandes latifundiários.
A narrativa é merecedora de aplausos. A intenção não é de um conto com início, meio e fim. Mas sim, mostrar que a vida daqueles que fogem das secas não pára nunca: estão sempre lutando para sobreviver. É um alerta para todos os filhos deste país: o livro foi escrito em 1938, e o tema é, ainda, absolutamente (e infelizmente) atual.
Além dos traços familiares é descrito também, de forma indireta e direta, a dominação das elites sobre terras que seriam para todos.
Representado por Átila Iório (Fabiano) e Maria Ribeiro (Sinha Vitória), o filme foi indicado pelo British Film Institute como uma das 360 obras fundamentais em uma Cinematoteca. Recebeu o prêmio do OCIC e prêmio dos Cinemas de Artes e Cannes, 1964. E de Melhor Filme na Resenha de Cinema de Gênova, em 1965.
E é, com certeza, uma das melhores obras brasileiras na literatura, no cinema e nas infinitas peças de teatro. Mais ainda, é a referência de que ainda há muito para ser mudado no nosso tão vasto e mal dividido, Brasil.
Dos quadrinhos para as telonas
Por Tábata Souza
A cada filme de quadrinhos que dá certo, mais dois vem na cola. Cinema e histórias em quadrinho, HQ’s, são entretenimentos para milhões de pessoas. Mas será que todos que lêem quadrinhos vão ao cinema e vice e versa? Provavelmente a maioria não tem conhecimento da relação entre os dois. E são poucos os que achem semelhanças entre eles. Mas entre as diferenças de uma tela de cinema e uma HQ, as semelhanças são grandes.
Foi no final do século XIX que o cinema e as HQ’s surgiram quase juntos. Isto é, mesma data da Revolução Industrial, que deu origens aos avanços das tecnologias necessárias. Com este progresso, surgiu o cinema, com finalidade científica. Com o desenvolvimento cultural, as histórias em quadrinhos ganharam espaço nos jornais, mostrando a evolução de desenhos jornalísticos, desenvolvendo as caricaturas, e os cartoons, desenho acompanhado de texto, e por fim obtendo as tiras em quadrinhos.
Os procedimentos cinematográficos já existiam em quadrinhos de 1889, ou seja, antes do cinema existir. De qualquer forma, não se sabe ao certo se o cinema, ou a arte dele, tenha influenciado no emprego de recursos nos quadrinhos, ou se os quadrinhos já eram dependentes de recursos. Mas o que pode se observar é que eles, reciprocamente, se influenciam.
Para os amantes de HQ’s, é difícil ver seus heróis nas telas de cinema, e aceitar. O argumento utilizado por muitos é o de que eles não são fiéis aos personagens, eles são mais caricatos. Como exemplo disso, temos Super-Homem, X-men, Homem-Aranha, entre muitos outros. A oposição diz que esses filmes são feitos para que os super-heróis não fossem esquecidos.
Existem alguns fóruns de discussões, e até mesmo feiras de exibição deste universo. O festival Anima Mundi, e o festival do Audiovisual de Recife como o Cine Ceará ou o Salão Internacional de Humor de Piracicaba, considerado uma das mais importantes do mundo.
Além do sucesso que esses filmes têm, o que chama atenção é a quantidade de brinquedos e artigos lançados junto com o filme produzido. Foi então que algumas editoras de quadrinhos, que passavam por dificuldades financeiras, assumiram um novo compromisso com o mercado cultural, alimentar a produção de filmes baseados em seus heróis.
Os quadrinhos então, começaram a ser visto como um ótimo investimento. Mas, antes de lançar um super-herói novo no mercado, ele é testado primeiro nos gibis.São os leitores que aprovam ou desaprovam. O efeito é possível ver nas filas da sessão.
O que se sabe é que existe uma relação entre histórias em quadrinhos e cinema. A linguagem desses produtos culturais é muito parecida, e com um determinado público alvo. Mas o mais interessante, é que nos dias de hoje, é possível assistir um gibi ou ler um filme. Bom entretenimento.
Destaques da Mostra chegam ao cinema...
Com o final da 30º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo agendada para a próxima quinta-feira, dia 02 de novembro, muitos destaques dessa trigésima edição começam a aportar aos nossos cinemas a partir da próxima quinta-feira.
Entre as estréias desse final de semana das produções exibidas na última Mostra, há filmes para todos os gostos. Para começar temos o drama nacional, O Ano em que Meus País Saíram de Férias, que vem sendo elogiado pela crítica especializada de maneira praticamente unânime. A aventura americana, O Grande Truque, superprodução que reúne os interpretes de Wolverine e Batman nos cinemas. A comédia musical, A Última Noite, que traz Meryl Streep e grande elenco. O documentário, Uma Verdade Inconveniente, o terceiro documentário mais assistido na história americana.
Para aqueles que torcem o nariz para filmes exibidos na Mostra, há ainda o longa de terror americano, Jogos Mortais 3, que vem sendo aguardado com grande expectativa pelos seus fãs brasileiros.
Detalhes das Produções
O Ano em Meus País Saíram de Férias, do diretor paulista Cao Hamburguer, em seu primeiro longa desde o Castelo Rá-Tim-Bum, de 1999. O filme conta à história do menino Mauro deixado com o avô judeu, enquanto seus pais "saem de férias". A trama tem como pano de fundo o regime militar no Brasil e a Copa do Mundo de 70. O longa que não é infantil (censura 10 anos) vem obtendo elogios praticamente unânimes de toda a crítica e sendo comparado aos longas argentinos Valentin e Kamchatka.
O Grande Truque, do diretor americano Christopher Nolan, em seu quarto longa-metragem. O primeiro foi o criativo Amnésia, depois veio o mediano Insônia e finalmente a superprodução Batman Begins do ano passado. A trama trata da rivalidade entre dois mágicos no final do século XIX, interpretados por Hugh Jackman e Christian Bale.
A Última Noite, do consagrado diretor americano Robert Altman, de 81 anos. A trama gira em torno de uma fictícia última apresentação do programa de rádio, A Prairie Home Companion, sucesso nos Estados Unidos, e que é realizado ao vivo em um teatro de Minnesota com astros da música country.
Uma Verdade Inconveniente, do diretor David Guggenheim. O documentário mostra uma espécie de apresentação do ex-vice presidente nos dois mandatos de Bill Clinton, Al Gore, sobre os efeitos do aquecimento global.
e finalmente Jogos Mortais 3 (que já foi motivo de post do nosso colega Rafael Almeida neste blog no dia 30/09/06), o longa que custou 10 milhões de dólares(10 vezes mais que o primeiro exemplar da franquia), estreou no último final de semana nos Estados Unidos, arrecadando quase 34 milhões de dólares, tornando-se assim a melhor estréia de um filme no final de semana do Halloween americano. A quarta-parte da série já está prometida para a mesma época no próximo ano.
Bom início de semana a todos e até a próxima segunda!
P.S.: Na próxima semana estarei postando sobre o documentário, Uma Verdade Inconveniente.
Cinema e Cultura
Por Tábata Souza
A Índia, uma das civilizações mais antigas do mundo, é um país de contrastes. Com várias línguas, hábitos e maneiras diferentes de viver, cada estado indiano tem um jeito próprio de expressão. Tais como, a arte, a música ou a culinária, o indiano tem amor à sua nação e orgulho dos ancestrais, o que faz com que eles mantenham muitas tradições.
Porém, a Índia moderna, adquiriu a cultura ocidental. Mas, com orgulho próprio, não perderam as características culturais. Um exemplo disso é a indústria cinematográfica indiana, criada em 1913, em Bombay, capital do estado do Maharashtra, hoje conhecida como Mumbay.
O número de filmes que se produz na Índia é maior que em qualquer outro país. Em 1920, em Calcutá, foi produzido o primeiro filme na língua bengali, falada no estado de Bangladesh, e em 1934 inaugurou-se, em Madras, cidade no estado de Tamil Nadu, estúdios destinados à produções de filmes nas línguas, tâmil e telugo, um orgulho indiano.
Os cinemas vivem lotados, eles adoram seus ídolos nacionais, as histórias fortemente melodramáticas, os vários números musicais que pontuam a história, e o estilo bollywood, uma mistura de Bombay com Hollywood, pois Bombay é o principal centro cinematográfico. Mas tudo com a cara da Índia, não se vê uma invasão cultural como a que ocorre em outros países, que perdem a sua identidade em nome de serem modernos.
Foi publicado na revista francesa L'Express, que em 2001 foram realizados 1.014 filmes pela indústria indiana Bollywood. A média semanal de público chega a 150 milhões de espectadores. Com uma produção maior do que a de Hollywood de 300 filmes em média.
Porém para o público ocidental, os filmes indianos podem ser uma experiência difícil. Com uma narrativa que parece antiquada, o ritmo lento, as interrupções musicais chegam a acabar com a paciência. Por isso, raramente esses filmes são vistos no ocidente. Eles só costumam circular nos países vizinhos da Índia e em alguns países do Oriente Médio, como o Irã e a Arábia Saudita.
Não é o caso de Lagaan, filme de Bollywood que fez sucesso em Paris em 2004. O filme é uma superprodução, para os padrões indianos, de 5 milhões de euros, mais ou menos R$ 13 milhões, um pouco adaptada para o padrão ocidental. Só na Inglaterra, o filme faturou pouco mais de 20 milhões de euros. E estreou também nos EUA e na China na mesma época.
O gênio da sétima arte
Em 1889, mais precisamente no dia 16 de abril às 20 horas, em um subúrbio de Londres, nascia Charles Spencer Chaplin. Filho de artistas, a mãe era comediante, e o pai trabalhava no Music - Hall, Chaplin foi iniciado no meio artístico desde seus cinco anos.
Após infância em orfanatos (sua mãe havia sido internada em um sanatório), Chaplin chega em 1909 a Paris, onde conhece os irmãos Auguste e Louis Lumiére, George Méliés e Max Linder que fizeram nascer a arte cinematográfica.
Linder havia criado o primeiro filme cômico, que inspirou Chaplin a seguir pelo mesmo caminho. Anos mais tarde, Linder afirmou: "Chaplin teve a gentileza de me confessar que os meus filmes o levaram a fazer os seus próprios filmes. Chamou-me de mestre, mas fui eu que tive o prazer de aprender com ele".
Em 1910, Chaplin fez turnês pela Inglaterra, e posteriormente pelos Estados Unidos e Canadá, época em que conseguiu se tornar o primeiro ator da companhia de Fred Karno (que já participava desde 1909, em Paris). Em 1913 foi contratado por Mark Sennett para atuar na Keystone, o maior estúdio de filmes cômicos do mundo.
A Criação de "Carlitos"
Foi, porém, em seu segundo longa ("Corridas de Automóveis para Meninos",1914) que Charles Chaplin criou o personagem que o consagraria para sempre na história do cinema: "Tramp" (vagabundo, em português), e para nós conhecido como "Carlitos". Em suas palavras: "Pensei que poderia usar umas calças muito grandes e uns sapatos enormes, além de uma bengala e um chapéu coco. Queria que tudo fosse contraditório: as calças folgadas, o paletó apertado, o chapéu pequeno e os sapatos enormes. Não sabia se deveria parecer velho ou jovem, mas quando me lembrei que Sennett tinha pensado que eu era bem mais velho, coloquei um bigodinho que me daria alguns anos sem esconder a minha expressão".
Carlitos possuía características marcantes: malandro, pobre, atrapalhado e bom caráter. Retratava em seus longas as injustiças e brutalidades contra o ser humano, bem como sua crítica à ela, e suas tendências esquerdistas.
Chaplin nos traz o humor pela dor (e vice - versa). Em Tempos Modernos (1936), Carlitos é um operário grevista que se apaixona por uma operária, caracterizando assim a sátira sobre a alienação dos trabalhadores no processo de produção em série.
Em O Grande Ditador (1940), Chaplin faz a caricatura de Adolf Hitler, criticando o nazi - fascismo. O filme na época foi proibido na Alemanha, nos países aliados e ocupados. Em países neutros, foi necessário esperar outro momento para passá-lo. O que gerou uma enorme dor de cabeça para o então presidente dos Estados Unidos, Roosevelt.
"A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. " Este é um trecho do "Último Discurso", do filme O Grande Ditador.
Em 1952, foi exilado acusado de militância comunista, e juntamente com sua família foi morar na Suíça. Voltou aos Estados Unidos em 1972 para receber um Oscar honorário pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, por seu trabalho junto ao cinema e o modo como o influenciou.
Seu legado é rico e extenso. Seria impossível retratar a vida desse gênio em um único post. Por isso, deixo endereços para maiores curiosidades (entre eles o poema de Carlos Drummond de Andrade dedicado a Chaplin), e a filmografia desse comediante, ator, diretor, mas acima de tudo, um pacifista.
http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/personalidades/atores/charles-chaplin/corpo.asp
"I´m forever blowing bubbles..."
Por Felipe Batista
“I´m forever blowing bubbles, pretty bubbles in the air. They fly so high, nearly reach the sky and like my dreams they fade and die... United, United, United.”
Este é o canto da torcida organizada GSE, da equipe inglesa West Ham United, no longa Hooligans. O filme mostra o comportamento das torcidas organizadas na Inglaterra. O personagem principal, Matt Buckner (Elijah Wood), é um americano, estudante de jornalismo, que é expulso da universidade injustamente e resolve passar um tempo na casa da sua irmã, que mora na Inglaterra. Lá, seu cunhado, Peter Dunham (Charlie Hunnam), lhe mostra o futebol e o violento mundo das torcidas organizadas.
A GSE rejeita o americano no começo, porém, depois de perceberem sua lealdade - e de uma dose de insistência de Peter -, o aceitam. Mas, como não podia ser diferente, um dos integrantes da torcida, Bover (Leo Gregory), não admite que um yankee (modo como os ingleses se referem aos americanos no filme) faça parte de uma organizada inglesa. Bover implica com Matt o filme inteiro. Em certa parte do filme, o personagem de Gregory "trai" a sua própria torcida e, conseqüentemente, seu melhor amigo, Peter. Hooligans faz você torcer para que uma briga aconteça. Melhor ainda, faz você torcer para que a torcida do West Ham vença todas as paradas. O final é triste, porém surpreendente.
O filme tem um clima tenso, com muitas cenas de violência. Se você espera um filme politicamente correto, não assista Hooligans. No longa, tudo é motivo para pancadaria. Aliás, a violência é quase o foco principal do filme. Na verdade, as melhores cenas são as das brigas, retratadas com extrema realidade.
Hooligans é um filmaço. Não conheço ninguém que não tenha gostado. Ah, e não tenha dúvidas: depois de ler esse post, você, meu caro leitor, ficará cantando sem parar a musiquinha do West Ham pelos próximos 5 dias.
“I´m forever blowing bubbles, pretty bubbles in the air. They fly so high, nearly reach the sky and like my dreams they fade and die... United, United, United.”
O cenário atual nos apresenta filmes com efeitos especiais e animações gráficas, que permitem ao telespectador uma realidade e uma projeção do futuro jamais imaginada. A evolução científica, a globalização e a tecnologia digital, com certeza contribuíram muito para tal evolução. Mas não podemos esquecer o trabalho existente no passado para o cinema desenvolver as superproduções que conhecemos hoje.
Não existe uma data certa e exata para o nascimento do cinema. A Sétima Arte, como nós conhecemos hoje, se deve a invenção do Cinematógrafo criado pelos Irmãos Lumière em 1895 na Franca, em Paris. Porém, o surgimento do cinema ocorreu antes, para alguns especialistas, que consideram as representações de pinturas, desenhos, teatro de marionetes e os jogos de sombras parte da história do cinema, já que essas ações mostram a preocupação do homem com a imagem.
Posteriormente experiências com a câmera escura, criada por Leonardo da Vinci, a lanterna mágica, Athanasius Kirchner, a Fenacistoscópio, Joseph Plateau, o Praxinoscópio, Émile Reynaud, o Fuzil Fotográfico, Étienne Marev, a Cronofotografia e por último o Cinetoscópio,Thomas Edisol, permitiram o desenvolvimento até o nascimento do Cinematógrafo.
Então, a partir de 1895 graças à invenção dos irmãos Lumière o cinema expandiu pela Europa e Estados Unidos. Na França surgiram às primeiras produções, documentários curtos de 2 minutos de duração, retrataram de forma rudimentar a vida cotidiana. A linguagem que se estabeleceu foi à narração e os primeiros gêneros que surgiram foram os documentários e as ficções, essa criada pelo americano Edwin Porter em 1902.
A evolução do cinema continuou e nasceu a comédia com Max Linder. Posteriormente a produção se expandiu para os Estados Unidos onde surgiram nomes como Charles Chaplin, Ben Turpin, Buster Keaton, Harold Lloyd com sátiras baseadas no cotidiano retratando a vida urbana e a "civilização das maquinas".
O cinema cresceu de tal forma no mundo que a partir de 1912 começaram a surgir as grandes produtoras de cinema. Com a 1° Guerra Mundial, o cinema Europeu diminuiu o crescimento e permitiu assim uma ascensão de Hollywood. Na Califórnia se instalaram grandes produtoras como a Fox Films Corporation.
A maior revolução cinematográfica ocorreu com o advento do som na década de 1930. O cinema falado proporcionou a criação de novos gêneros e um destaque da música. Nesse momento, o mundo assistia há uma nova era com a industrialização, e a Sétima Arte se estabeleceu como um dos principais meios de comunicação.
Devido a sua capacidade de influência e mobilização de massa, o cinema, foi usado como arma política na 2° Guerra Mundial. Ele passou a atrair empresários que usaram o cinema para fazer publicidade e vender produtos.
Atualmente podemos considerar que o cinema passou pela revolução dos efeitos especiais, que tornou tudo possível graças ao auxilio de máquinas. Nesse período o destaque foi o filme Matrix, dirigido por Andy Wachowski e Larry Wachowski , que revolucionou o cinema com suas novas técnicas.
Os recursos digitais e tecnológicos permitiram à Sétima Arte criações de diversos gêneros, técnicas de produção, efeitos especiais e sonoros entre outros. Mas para todas essas conquistas existe um preço. Que o cinema pagou, e caro.
Se por um lado a tecnologia e a globalização trouxeram ao cinema evolução, por outro ela trouxe também o marketing, a utilização do cinema como meio de manipulação de interesses, mensagens subliminares. Hoje não sabemos se o cinema de fato é uma arte, como era no início, ou se tornou um produto. Mas de uma coisa temos certeza, o cinema sendo arte ou produto contagia o público e continua em constante evolução.
Pequena Miss Sunshine
A comédia dramática Pequena Miss Sunshine estreou na última sexta-feira nos cinemas brasileiros depois de se tornar o sucesso surpresa do último verão americano. O filme que custou cerca de 8 milhões de dólares, arrecadou até agora sete vezes o seu orçamento nas bilheterias americanas. Para se ter uma idéia, o maior sucesso de bilheteria no ano até o momento nos Estados Unidos, Piratas do Caribe – O Baú da Morte custou cerca de 225 milhões de dólares e arrecadou pouco mais de 421 milhões, ou seja, menos do que o dobro do seu orçamento.
O longa que foi muito bem recebido pelo público carioca no último Festival de Cinema do Rio, além de ter sido aplaudido de pé durante a sua exibição no Festival de Cinema de Sundance (o maior festival de filmes independentes dos E.U.A.), vem sendo apontado por grande parte da crítica especializada como forte candidato para as premiações no próximo ano, principalmente para melhor roteiro original.
Tudo isso deve estar sendo uma grande surpresa para o casal de diretores Jonathan Dayton e Valerie Faris, que bancaram a produção do próprio bolso e fazem aqui a sua estréia na direção de longas-metragens.
Crítica ao sonho americano
O eficiente roteiro do novato Michael Arndt equilibra com maestria comédia e drama, ironia e sensibilidade, absurdo e delicadeza, tudo isso para contar a história da desajustada família Hoover e seus membros: a começar pela caçula Olive (Abigail Breslin de Sinais) que foi classificada para o concurso que dá titulo ao filme, o pai (Greg Kinnear) criador de um programa de auto ajuda, a mãe (Toni Collette) uma dona de casa com um sub-emprego, o tio (Steve Carrell) que tentou se matar, o avô (Alan Arkin) que é viciado em heroína e o irmão (Paulo Dano) que não fala a nove meses.
Todos eles embarcam numa velha Kombi amarela rumo à Califórnia, com o objetivo de levar a pequena Olive ao concurso. A imprevisível e tragicômica viagem que irá se seguir transformará os Hoover em uma família se não melhor ao menos mais unida.
Porém, por trás dessa história aparentemente simples ou até mesmo bobinha para alguns, há uma forte crítica a sociedade americana e a política econômica neoliberal em vigor naquele país. Os Estados Unidos hoje é um país dividido entre vencedores e perdedores (incluídos e excluídos), ou seja, entre aqueles que vivem o sonho americano e aqueles que podemos dizer vivem o pesadelo americano. Os membros da família Hoover se encontram entre os últimos e as reações desesperadas de cada um deles para não se tornarem perdedores e serem excluídos dessa sociedade americana voraz é o grande tema "oculto" em Pequena Miss Sunshine.
O patriarca da família Hoover (cujo sobrenome é curiosamente o mesmo do presidente americano Herbert Hoover, que governou os Estados Unidos durante o início do período que entrou para a história como a Grande Depressão nos anos 30) será com os seus discursos a todo o momento sobre vencedores e perdedores e o seu programa de auto ajuda intitulado "9 passos para o sucesso" (nove passos esses que não funcionaram sequer com ele próprio), a mais clara e óbvia referência a exclusão real e psicológica causada pela política econômica neoliberal americana em todos os personagens.
Com uma direção precisa, um roteiro inteligente e um elenco nunca menos que perfeito, a começar pela atriz mirim Abigail Breslin, o longa que é muito engraçado e possui um clímax hilariante (quando a menina se apresenta no concurso) é sem duvida a melhor surpresa do ano até aqui, um filme que merece ser descoberto pelo público brasileiro!
Poucos acreditavam neste retorno. Poucos acreditavam que seria possível alguém acreditar nessa aposta. Poucos acreditavam que ele voltaria. Eu era um deles. Mas para minha surpresa e de muitos, Rocky Balboa está de volta.
Em seu novo filme Rocky (Sylvester Stallone) será dono de um restaurante na vizinhança onde ele nasceu. Sua vida é a mesma de um ídolo aposentado, que tira fotos com seus antigos fãs e lhes conta as suas grandes histórias. Seu filho, Robert Jr. (Milo Ventimiglia) também estará presente na trama, porém ele não faz questão de estar ao lado do pai, pois trabalha para uma grande corporação. Isso é apenas um dos problemas que o velho e esquecido Rocky terá de enfrentar. Como se não bastasse, ele lutará contra um supercampeão para tentar recuperar a sua auto-estima. Qual será o resultado?
O filme é roteirizado, produzido, dirigido e estrelado por Sylvester. Ele teve também o apoio de Joe Roth, presidente dos estúdios Revolution, que disse o motivo de sua empresa apostar na volta do campeão às telinhas: “Estou muito empolgado com Rocky Balboa porque eu li o roteiro e achei fantástico, bem parecido com Rocky 1. Stallone está interpretando o perdedor do primeiro filme, agora mais velho", falou. “Eu também senti que este filme de certa forma espelha o momento que Stallone vive em sua própria carreira. Creio que somos um povo que perdoa e essa história de volta por cima funcionará em dois níveis: um com Rocky, outro com Stallone”, completou.
O filme tem estréia prevista para o dia 16 de março de 2007 no Brasil. Eu estarei lá. E você que é fã dele também, tenho certeza.
Um abraço!
Projeto 48
Por Tábata Souza
O Projeto 48 acontece pelo quarto ano consecutivo, no canal TNT, com apresentação de Maria Luisa Mendonça, nesta edição. O programa é um reality show que busca um trio que aceite o desafio de produzir, filmar, editar, selecionar atores, supervisionar a montagem e por todas as decisões criativas, para produzir um curta metragem em 48 horas. O canal só entra com a verba.
O desafio da equipe é entregar seu curta-metragem finalizado antes que vença o prazo combinado. Caso contrário, ele será exibido como foi entregue. A equipe vencedora será escolhida de acordo com a criatividade de seu roteiro e a possibilidade de realizar a idéia proposta.
Não é um reality show de competição. O maior desafio do trio de candidatos para entrar no universo do cinema, são as próprias barreiras impostas pelas filmagens do curta. Trabalhar com atores, cenografia e o tempo limitado mostra se a equipe está preparada para a profissão ou não.
Dos telespectadores só elogios, dizem que em três temporadas do programa, dois curtas eram bons e apenas um era razoável.O Projeto 48 conseguiu mostrar profissionais para a profissão, independente de sucesso ou insucesso deles no futuro.
Na sua primeira temporada, o Projeto 48 foi realizado na Argentina, México e Brasil. Em 2004, Chile e Venezuela. Em 2005, na cidade do Rio de Janeiro. Este ano, o programa também será realizado no Peru.
Ele é exibido todas as quartas-feiras a partir de cinco de julho, às 19h, com reprises às sextas-feiras, à 00h45, e aos domingos, às 14h, a partir do dia nove. São quatro episódios que mostram desde o anúncio dos vencedores até o making of das filmagens. Concluindo com a exibição do curta no dia 26 do próprio mês.
Diversão para
adultos
Por Matheus
Caselato
Resolvi falar hoje sobre a Golden Age (época de ouro), que foi a época mais romântica do cinema. Só que, nesse caso, não vou falar sobre o cinema comum e sim sobre o cinema pornográfico. Pornô, para os íntimos.
Para os estudiosos, a Golden Age do cinema pornô foi do final dos anos 70 até meados dos anos 80. Nessa fase, o pornô era mais romântico. Existia uma preocupação com cenário e a elaboração dos personagens, o que não tirava o erotismo e ainda dava um toque de humor nas produções. Naquela época, as pornô-atrizes não eram loiras oxigenadas com litros de silicone no seio e os pornô-atores não tinham corpos anabolizados e dourados. Eram (se assim pode-se dizer) mais humanos. Quem fazia sucesso eram atrizes como Traci Lords, Ginger Lyan, a brasileira Elle Rio, Kascha e é claro Cicciolina.
Os atores mais conhecidos eram Jamie Gillei, Jack Baker e Ron Jeremy. E os mais credenciados a dirigir essa turma eram os Dark Brothers, Walter e Gregory Dark.
A Golden Age teve seu fim no meio dos anos 80, devido a uma série de fatores. Entre eles, a revolução do videocassete, o que barateou as produções, o caso Traci Lords, que foi acusada de fazer 77 filmes enquanto ainda era menor de idade e, mais importante de todos, a AIDS. Como na época não existia uma filosofia de prevenção, muitos atores se contaminaram e a indústria caiu em descrédito.
Hoje, a rede de diversão para adultos vive uma segunda era de ouro. Calcula-se que o cinema pornô tenha gerado cerca de US$4,3 bilhões no ano de 2005, ano em que foram lançados mais de 13 mil títulos do gênero. O mais impressionante vem ao comparar com Hollywood, que lançou apenas 311 filmes. Esses dados foram fornecidos pela revista Adult Vídeo News, que há 23 anos realiza uma cerimônia em Las Vegas que é considerada o Oscar do cinema pornográfico. São entregues prêmios em 104 categorias, que vão desde as tradicionais melhor filme, diretor, atriz e ator, até as categorias mais peculiares, como melhor cena de sexo oral e melhor apresentação de transexual.
No Brasil, a indústria vem sofrendo uma mudança. As pessoas estão começando a respeitar, ou melhor, conhecer melhor o gênero. Isso se deve ao deslocamento de atores já conhecidos do grande público para as telas do cinema pornô. Os casos mais conhecidos são os de Alexandre Frota, Rita Cadilac e Gretchen, que, praticamente fora do mundo das celebridades, mudaram-se para o ramo de diversão para adultos e voltaram para as principais manchetes.
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